DEZEMBRO NÃO TRAZ O QUE VOCÊ TEVE O ANO TODO PRA BUSCAR

terça-feira, dezembro 01, 2015 1 Comments A+ a-




Era só dezembro. Não chovia, apesar do tempo e caras fechadas. Talvez mais tarde. De cabeça baixa, imagino as aventuras em caixa alta de um mundo que vive abaixo do nosso campo de visão. Certamente serão mais interessantes que qualquer outra coisa desse planeta tão convencional.
Seriam politizados em causas ganhas? Saberiam lidar com derrotas antes mesmo de colocar a possibilidade de entrar na guerra? Não sei. 
Sequer consegui formar um personagem, são retalhos do que enxergo.
Uma montagem quase sem credibilidade dos olhares que cruzo. Aquele mix do que poderia e deveria ser, mas não é.

Demorei tempo demais pensando e as primeiras gotas já começam a dançar do céu ao chão. Onde estariam aqueles que mudariam as opiniões? Cansados, preguiçosos, com outras obrigações para se preocupar. Daquelas que ninguém julga úteis, mas é tão incrível pensar apenas em si mesmo, né?
Olhar pra dentro sem precisar ver quem rasteja lá fora, carregando rifles que não funcionam. Antes intimidasse. É só pena de alguém que não tem mais nada pra se escorar além de uma arma de fogo.

Mas o bom existe no ruim, e se procurar motivos, talvez encontre mais do que lama. Mas quando a procura não está num site, num aplicativo, numa ferramenta que economize suor, não funciona. Não transforma. Não faz o básico parecer indispensável.
Pois se não conseguimos nos transformar, o entretenimento está aí pra nos humanizar por duas horas inteiras no cinema. Ou temporadas de seriados. Queremos palavras em nossa boca através de legendas.
Pensem por mim e não em mim.

Narizes escorrem mais que lágrimas.
Então é correto dizer que existe mais gripe do que tristeza.

Imagem: Dennis Heck

Redator publicitário, baterista, compositor e escritor - flertando perigosamente com o roteiro. Reflete sobre cultura, pedaços de mainstream e as maravilhas ocultas em pequenas situações do cotidiano.

1 comentários:

Write comentários
2 de dezembro de 2015 09:16 delete

Não sei exatamente o que você quis dizer com esse post, mas compreendi a dualidade das coisas e a incapacidade que muitos têm de se desconectar para viver... O individualismo tão enraizado que nos impede de ver o outro, que muitas vezes está logo ao nosso lado. Talvez isso tudo seja uma doença, como a gripe, que é maior que a tristeza.
Talvez a doença do século não seja a depressão, mas o individualismo que leva a esta...

Me fez pensar.
Bom dia!

Reply
avatar

Divague, opine, discuta. Coloque sua inspiração no 220v. Toda essa transpiração criativa é o combustível da minha respiração.