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terça-feira, setembro 08, 2015 1 Comments A+ a-



O que aprendemos nos dias onde chove mais dentro da gente do que lá fora? Ou ainda, quando a tempestade da janela pra fora cessa mas existe uma continuação de Twister dentro de um peito que mais apanha do que bate um coração?

Não procuro a resposta das interrogações, apenas deixo no ar como quem entra em órbita sem ter dinheiro pra mandar construir o foguete: apenas acordou de um sonho e descobriu que está mais alto que qualquer um, tocando as estrelas como se fossem instrumentos musicais celestiais.

Atrasado de gentileza, o meu boa noite chegou na hora do almoço mas é tão verdadeiro quanto uma nota de cinquenta que você confere com os dedos procurando o relevo. Seja indiferente com o lado ruim das coisas, é só o perfil que não fica bem na fotografia. É o perdão que o mundo precisa mais do que carboidrato. É o juramento que a gente faz de pés juntos e mãos separadas, de braços dados com alguém que esqueceu como os dedos se entrelaçam.

Sempre faço questão de ligar para o melhor das pessoas mesmo que elas ignorem a ligação. O pior sempre passa mas se a gente finge não estar em casa, ele vai embora.
Por isso é bom às vezes ouvir as palmas na frente do seu endereço. Nem sempre é alguém nos vendendo algo que não precisamos: Pode ser o mundo querendo te aplaudir.

Imagem: James Gehrt

Redator publicitário, baterista, compositor e escritor - flertando perigosamente com o roteiro. Reflete sobre cultura, pedaços de mainstream e as maravilhas ocultas em pequenas situações do cotidiano.

1 comentários:

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11 de setembro de 2015 11:17 delete

Não sei se aplaudo, se imprimo, se fico relendo infinitamente. Não sei. Haha
Obra prima.

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Divague, opine, discuta. Coloque sua inspiração no 220v. Toda essa transpiração criativa é o combustível da minha respiração.