SOBRE MULHERES

sexta-feira, janeiro 24, 2014 11 Comments A+ a-



Talvez esse discurso pareça rebuscado demais para o horário. Soará saudosista ao primeiro olhar e não terá pitadas de mainstream. 
Por mais que eu desejasse com todas as forças que tal ponto de vista conseguisse ir além das nuvens, é bem provável que meu contentamento se restrinja a alguns poucos centímetros do chão.
 
Reconheço que algumas sentenças tenham caído em desuso pela forma que passamos a viver – atropelando as coisas, antecipando momentos e estragando surpresas – o que nos deixou alheios ao tempo que não temos.



Não deveria ser piegas admirar a pureza feminina, essa característica tão peculiar que perdeu a tinta da tatuagem que fez em outras gerações. A modernidade não teria o direito de desvirtuar a mais célebre criação divina. 
Mas enquanto eu puder atirar com essas armas, farei meus alvos agradecerem por cada tiro, pois é a necessidade da caça que glorifica a presa.
 
Mas a mulher, nunca foi a presa, certo?





Encaro as mulheres como algo que precisa necessariamente estimular o deslumbre. Que promova uma reflexão profunda de nossos anseios e nos motive a ser/fazer coisas que não estão no cotidiano.

 São criaturas que flertam com a loucura para mostrar que a paz pode ser entediante. Que só a confusão e o improvável podem provocar as melhores sensações de que se tem conhecimento.

 São aquelas que conseguem fazer da personalidade uma passagem só de ida para a tão mística fidelidade. Que seduzem naturalmente, sem regras e destinos marcados. 

São a melhor lembrança que você terá da sua existência.



A mulher é a busca pela perfeição que não se encontra no Google. 
Sabe por que? Por que é um presente que só vira passado se for no tempo verbal “Mais do que perfeito”. 




Redator publicitário, baterista, compositor e escritor - flertando perigosamente com o roteiro. Reflete sobre cultura, pedaços de mainstream e as maravilhas ocultas em pequenas situações do cotidiano.

11 comentários

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M. Borges
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24 de janeiro de 2014 13:09 delete

Que palavras bonitas e bem escritas como sempre. Você sempre encanta o leitor com esse jeito tão seu de conduzir a leitura de jogar com as palavras e de apresentar suas ideias,

Adorei o texto.
eraoutravezamor.blogspot.com

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24 de janeiro de 2014 16:34 delete

Sempre pertinente, meu caro. Concordo em gênero, número e grau.

Abraço!

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Luísa Zanni
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27 de janeiro de 2014 09:21 delete

Qualquer mulher (mesmo a mais sisuda) há de ler seu texto e suspirar baixinho. E qualquer homem há de pensar "como eu queria ter escrito isso!".

Lindas palavras, como de costume.

Queria te fazer uma pergunta um tanto cruel. Posso? Lá vai: o que é o amor?

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27 de janeiro de 2014 17:27 delete

Acho que foi o seu texto mais sóbrio e direto que li. Com um ar de "eu sei exatamente o que estou fazendo" que todo homem deseja transparecer perto de uma mulher. E me convenceu. Muito bom, parabéns.

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Brunno Lopez
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5 de fevereiro de 2014 14:30 delete

É um prazer levar essas sensações a uma escritora.
Volte sempre.

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Brunno Lopez
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5 de fevereiro de 2014 14:31 delete

Antônio, vindo de um escritor tão pontual e crítico, acredito plenamente.

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Brunno Lopez
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5 de fevereiro de 2014 14:33 delete

Obrigado srta. Luísa. Foram apenas devaneios sinceros.

Bom, sua pergunta é muito complexa e talvez eu precise de uma postagem inteira para falar disso. Como já lhe disse, tenho algumas teorias.

Mas acredito que existam sentimentos maiores que o próprio amor que ainda não foram catalogados.

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Brunno Lopez
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5 de fevereiro de 2014 14:34 delete

Essa imagem de segurança foi algo completamente difícil de se chegar. Talvez a sensação tenha sido maior por utilizar o máximo de honestidade que pude encontrar em minha razão.

Mais uma vez, obrigado srta. Zucchi. Sua opinião é muito relevante.

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Brunno Lopez
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5 de fevereiro de 2014 14:35 delete

Espero que isso seja algo bom.
Volte sempre.

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Inercya
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21 de fevereiro de 2014 18:47 delete

Tenho uma simpatia pelas tuas descrições. Poucos têm essa visão como você. O título me chamou a atenção e eu tive que ler, antes mesmo da última atualização. Belíssimo!

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Divague, opine, discuta. Coloque sua inspiração no 220v. Toda essa transpiração criativa é o combustível da minha respiração.