SOBRE MULHERES

sexta-feira, janeiro 24, 2014 11 Comments A+ a-



Talvez esse discurso pareça rebuscado demais para o horário. Soará saudosista ao primeiro olhar e não terá pitadas de mainstream. 
Por mais que eu desejasse com todas as forças que tal ponto de vista conseguisse ir além das nuvens, é bem provável que meu contentamento se restrinja a alguns poucos centímetros do chão.
 
Reconheço que algumas sentenças tenham caído em desuso pela forma que passamos a viver – atropelando as coisas, antecipando momentos e estragando surpresas – o que nos deixou alheios ao tempo que não temos.



Não deveria ser piegas admirar a pureza feminina, essa característica tão peculiar que perdeu a tinta da tatuagem que fez em outras gerações. A modernidade não teria o direito de desvirtuar a mais célebre criação divina. 
Mas enquanto eu puder atirar com essas armas, farei meus alvos agradecerem por cada tiro, pois é a necessidade da caça que glorifica a presa.
 
Mas a mulher, nunca foi a presa, certo?





Encaro as mulheres como algo que precisa necessariamente estimular o deslumbre. Que promova uma reflexão profunda de nossos anseios e nos motive a ser/fazer coisas que não estão no cotidiano.

 São criaturas que flertam com a loucura para mostrar que a paz pode ser entediante. Que só a confusão e o improvável podem provocar as melhores sensações de que se tem conhecimento.

 São aquelas que conseguem fazer da personalidade uma passagem só de ida para a tão mística fidelidade. Que seduzem naturalmente, sem regras e destinos marcados. 

São a melhor lembrança que você terá da sua existência.



A mulher é a busca pela perfeição que não se encontra no Google. 
Sabe por que? Por que é um presente que só vira passado se for no tempo verbal “Mais do que perfeito”. 




RESOLUÇÕES DE ANO NOVO EM BAIXA RESOLUÇÃO

segunda-feira, janeiro 06, 2014 12 Comments A+ a-



As decorações natalinas ainda invadem o sempre superestimado janeiro. Poucas surpresas aparecem riscadas no calendário e o tapete dá a impressão de flutuar pela sala com tantas promessas varridas por baixo dele em doze longos meses do ano que se foi.

Se o entusiasmo faz as malas, duas pessoas não fazem as pazes. Se o conformismo governa as ações daqueles que nos rodeiam, é preciso viver aplicando golpes de Estado. Ar puro não salva pulmões doentes.

Muitos tentaram negligenciar seus talentos e politizar os mais magníficos lampejos de sua genialidade criativa. Alguns ficaram com os escombros dos seus esforços, a poeira dos verdadeiros dia de luta. Mas não existe multiplicação pra quem não tem ambição.

O mais, quando é do mesmo, é menos. Só é ápice quando precisamos rastejar para não acertar as estrelas.

Imagem: Sam Javanrouh