AS DOZE ROSAS DE SETEMBRO

terça-feira, setembro 13, 2011 24 Comments A+ a-



Existem ocasiões na vida onde não podemos medir palavras, a menos que exista uma régua que meça quilômetros. Pode parecer exagerado, mas quando escolhemos declarar um sentimento maior que qualquer medida existente no planeta, é obrigatório decidir pelo colossal, afinal, o amor não permite eufemismos.

Antes de seguir qualquer teoria romântica infalível - com anexos cinematográficos incontestáveis – preferi observar a imponência do nosso próprio paraíso.
É nobre celebrar a maneira que os beijos combinam geometricamente. No mapa da felicidade, somos a latitude e a longitude do amor.

Não catalogamos as melhores sensações. Vivemos essa experiência como uma naturalidade cotidiana. A devoção mútua nos deixa confortáveis em nossa própria confusão. Conseguimos organizar as emoções para que pavimentem uma estrada divertida e instigante de se seguir por anos a fio.

As estações se confundem quando entram em contato com a sua temperatura. A eternidade dura o tempo que seus olhos estão abertos.

Sua mistura de atributos e conceitos angelicalmente plurais proporcionam uma degustação saudável de seu sabor garganta abaixo. Encha meu copo até a boca, o verdadeiro desperdício está na obsessão pela economia. O exagero é um ingrediente indispensável em qualquer receita que tenha a sua assinatura.

Estou à sua mesa, sirva-se.
Nenhum paladar pode apresentar rejeição aos pratos servidos com sua essência.

Você autografou o melhor dos meus sonhos. Eles ficaram tão valiosos com a sua caligrafia que se tornaram deliciosamente reais.

Você me fez acreditar que a semana tem apenas sextas, sábados e domingos.

Imagem: Bob Hall