A NUVEM QUE ERA DE ALGODÃO... ERA.

domingo, agosto 29, 2010 15 Comments A+ a-

O mundo pode lhe parecer enorme, mas eu vejo pouco nesse canto que acordei.
Não ouço mais ninguém dizendo que temos tempo, que é possível.
Aliás, o que se ouve nesses dias?

O verão veio frio dessa vez.
Eu sinto que meus braços não alcançam o mesmo limite.
Talvez por não existir nada valioso pra se tocar.

Usei o amor como moeda e hoje não consigo comprar nada com ele.
E não posso vendê-lo.

As vezes eu penso que só abri minha loja pra você entrar.
Expulso todos os clientes que não atendam por seu nome.

Mas você não trabalha mais aqui.
E todos os currículos que chegam se queimam antes de eu poder ler a primeira linha.

Redator publicitário, baterista, compositor e escritor - flertando perigosamente com o roteiro. Reflete sobre cultura, pedaços de mainstream e as maravilhas ocultas em pequenas situações do cotidiano.

15 comentários

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Franck
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29 de agosto de 2010 22:50 delete

Venda nesta loja algodão doce, pipoca, nuvens de algodão... assim, neste mundo lúdico, o toque de entrada da porta do coração tocará...e, será ela, com a chave da loja...e do coração!
Uma boa semana!

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29 de agosto de 2010 23:15 delete

Não desperdice a última moeda.
Guarde-a.
Hoje ela pode não ter valor mas, amanhã tem o outro lado.
E talvez ela reluza como ouro.
Jogue-a.
Na fonte dos desejos.
Cruze os dedos. Faça um pedido.
E talvez haja uma explosão de cores tipo como um caleidoscópio.
É só acreditar que o céu saberá te ouvir.

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Anna Soares
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30 de agosto de 2010 01:23 delete

eu também queria usar o amor como moeda... pq n pensei nisso antes?

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30 de agosto de 2010 08:41 delete

Sempre chega essa hora em que tudo era...

Abraço meu.

Boa semana.

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Dani Brito
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30 de agosto de 2010 11:18 delete

Toda moeda deprecia e algumas coisas são substituíveis. Mas o mundo oscila e tudo pode mudar.
As vezes a gente olha tanto pra frente que uma boa oportunidade pode passar ao nosso lado e a gente nem ve...
Beijokas
;*

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30 de agosto de 2010 14:30 delete

Duas conclusões que todo mundo já deveria saber:

1- O tempo sempre caminha mais rápido que a gente.

2- O amor não vale nada.

Você veio curto e fantástico dessa vez.

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Thais Alves
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30 de agosto de 2010 19:06 delete

A moeda do amor é como a bolsa de valores, um dia ela está em alta, outras em baixa, é necessário calma um dia ela volta a ter seu valor, seu grande valor.

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30 de agosto de 2010 19:29 delete

Primeiramente quero lhe parabenizar pelo blog, meu velho!Estou seguindo.. Quando estiver mais disponível, olharei mais com calma, mas mesmo assim gostei!
Até mais!

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31 de agosto de 2010 10:53 delete

Voltei a este mundo, logo não poderia deixar de comentar aqui.
"Aliás, o que se ouve nesses dias?"
De vc, eu ouço pouco, sinto muito, e vejo quase nada.
Espero que, de fato, não 'venda' esse amor, porque deix-alo guardado é a esperança para eu voltar a ver um brilho no seus olhos!

Magnifico post, Lopez.

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31 de agosto de 2010 22:07 delete

'O verão veio frio dessa vez.
Eu sinto que meus braços não alcançam o mesmo limite.
Talvez por não existir nada valioso pra se tocar.'


Lindo!
Nunca mais vim aqui, sempre teeeempo :9
mas falta de vontade não é

beijos, boa noiteee

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1 de setembro de 2010 12:28 delete

Seu texto é tão doce.
Amei cada linha.

Beijos!

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Camila Paier
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1 de setembro de 2010 15:25 delete

Brunno, Brunno...É como eu disse, parece que você lê o que eu escrevo, e entra dentro, compreende o que escondo. Me ver nessas linhas espanta, assombra, e ao mesmo tempo, faz sentido. Como sempre, retratando sonhos da maneira mais libertadora que eu consegui ler por aqui, viu?
Beijoca!

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Cacheada
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2 de setembro de 2010 16:27 delete

Então eu acho que esse emprego já tem donooooooooo
.
Velho, eu adorei mesmoooo!!
eu acho que nada é ser, nada É...
A nuvem estava feita de algodão, já não está, mas pode voltar a ser!
No fim... Quissá pode-se dar a certeza.

Fé, e paz!

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Kamy
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2 de setembro de 2010 17:49 delete

Eu devo admitir que tenho uma queda por garotos que se expressam bem. Você se expressa bem. Logo, eu estou sendo bem muito atirada. haha

Gostei muitíssimo do seu texto, mesmo, mesmo.

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Luiza
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4 de setembro de 2010 12:12 delete

Você sempre consegue Brunno, sempre, sempre! pega as palavras e faz da união delas algo mais do que fantástico. é sempre a verdade em simples e complexas palavras. é sempre o que a gente sente. infelizmente, a moeda amor anda despencando na bolsa de valores e os clientes não são mais como antes. talvez esteja na hora de reavaliar os currículos. beijos, como sempre, muito bom!

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Divague, opine, discuta. Coloque sua inspiração no 220v. Toda essa transpiração criativa é o combustível da minha respiração.