MALDADE SINCERA

sábado, abril 24, 2010 2 Comments A+ a-



Ninguém teria sabedoria suficiente pra se arriscar a definir as inúmeras espécies de felicidade que respiram por aí.
A minha, sinceramente, é ainda mais complexa.
Se eu parasse de respirar pra poder me concentrar nos sons deliciosos que você faz, certamente eu morreria, mas saberia mais sobre as suas habilidades.

Se fôssemos dois robôs sem alma, que caminhassem programados para vender uma espécie de sentimento meteoricamente abstrato e irresistível, talvez não conseguíssemos esse nosso ‘improviso ensaiado’.

Nesses dias, ficou comum soarmos egocêntricos e convencidos.
Ninguém parou pra ver as noites que não quisemos dar boa noite para o mundo, em que não fizemos do álcool a mentira para nossas verdades, em que não sentamos no último lugar do cinema pra rir de quem tentava assistir o filme.

Sinto as vezes que, quando conseguimos estar juntos, apontamos uma arma para a cara do planeta.

Imagem: Tim Kaminski

Redator publicitário, baterista, compositor e escritor - flertando perigosamente com o roteiro. Reflete sobre cultura, pedaços de mainstream e as maravilhas ocultas em pequenas situações do cotidiano.

2 comentários

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Ana Carolina
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24 de abril de 2010 14:22 delete

Eu queria mesmo entender as voltas que a vida dá.
Queria ter o poder de mudar as estações do ano,determinar a validade das coisas.
Eu até sei fazer o relógio andar pra trás, mas tem que ser com você.
a ultima esperança de salvar o que eu acredito,de colocar verdade em algumas ilusões.
Dizem que você não dá valor a nada até perder,então imagine o valor de algo que você nunca teve e encontrou,
deveria ser mais simples, deveria ser mais fácil.
Ou não.

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Anna Soares
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11 de maio de 2010 17:11 delete

Eu sinto que, por vezes, por eu querer estar junto, o planeta me aponta uma arma.

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Divague, opine, discuta. Coloque sua inspiração no 220v. Toda essa transpiração criativa é o combustível da minha respiração.